terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Momentos
Vejo-te, sorrio e estremeço, mil palavras me assaltam mas impedida de te tocar volto a mim. Esboços de carinhos se dispersam na distância que nos separa, no olhar trocamos a vontade de nos termos, o tempo não é cúmplice de nós e num simples gesto despedimo-nos, esperando que uma nova oportunidade venha acalmar o nosso ser.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
O querer pelas emoções
Passeio pela praia
Junto ao mar recordo-me de ti
Olho para o infinito do horizonte
Vejo a distância entre nós
Pareço estar perto mas estou cada vez mais longe
Caminho que percorro sem destino
Deito-me na areia e fecho os olhos
Oiço o mar calmo e tranquilo como tua voz
Olho para a lua que me ilumina tal como teu sorriso
Sinto a brisa que me acaricia a face como teus lábios quando me beijas
Deslizo minhas mãos pela areia macia e sinto as tuas
Revivo momentos partilhados
Simples palavras soltas os fazem ressaltar à memória
Segundos de intensas emoções
Tempo escasseia quando estamos juntos
Quero ver-te, abraçar-te, beijar-te
Quero sentir-te….
Punida de querer tanto não te tenho
Sinto minha alma escurecer
Meu sorriso triste morre
Nascendo, assim, a tristeza de não saber sorrir
Junto ao mar recordo-me de ti
Olho para o infinito do horizonte
Vejo a distância entre nós
Pareço estar perto mas estou cada vez mais longe
Caminho que percorro sem destino
Deito-me na areia e fecho os olhos
Oiço o mar calmo e tranquilo como tua voz
Olho para a lua que me ilumina tal como teu sorriso
Sinto a brisa que me acaricia a face como teus lábios quando me beijas
Deslizo minhas mãos pela areia macia e sinto as tuas
Revivo momentos partilhados
Simples palavras soltas os fazem ressaltar à memória
Segundos de intensas emoções
Tempo escasseia quando estamos juntos
Quero ver-te, abraçar-te, beijar-te
Quero sentir-te….
Punida de querer tanto não te tenho
Sinto minha alma escurecer
Meu sorriso triste morre
Nascendo, assim, a tristeza de não saber sorrir
Amor num olhar
Sorrio sem vontade
Falo sem ter assunto
Caminho sem ter destino
Caminho num passo lento mas a minha vontade é de correr
Correr, correr até ti, sabendo que desse lado alguém me espera
Espero e desespero pois preciso de ti
Preciso de alguém que me veja como ser humano que tem, como qualquer outro, o desejo de ser amado, acariciado, desejado e de se entregar de corpo e alma
Sigo-te com os olhos, admiro os teus passos
Procuro-te, meu olhar vazio não descansa até se encontrar com o teu
Entrelaçados em sentimentos de contradição
Consomem-se num amor só
Saudades os separam
Sonhando com teu regresso
Meu corpo cansado, sediado de ti
Carenciado do teu toque sedoso
Chama-te
Pede-te que o envolvas no teu
Nossos corpos unem-se
Momento mágico de alegria e tristeza
Alegria de te poder ter
Tristeza de sentir a pressa que o tempo tem em nos separar
Desejamos saciar-nos por completo
Mas é algo impossível
Pois a vontade de nos entregar aumentará segundo a segundo
Falo sem ter assunto
Caminho sem ter destino
Caminho num passo lento mas a minha vontade é de correr
Correr, correr até ti, sabendo que desse lado alguém me espera
Espero e desespero pois preciso de ti
Preciso de alguém que me veja como ser humano que tem, como qualquer outro, o desejo de ser amado, acariciado, desejado e de se entregar de corpo e alma
Sigo-te com os olhos, admiro os teus passos
Procuro-te, meu olhar vazio não descansa até se encontrar com o teu
Entrelaçados em sentimentos de contradição
Consomem-se num amor só
Saudades os separam
Sonhando com teu regresso
Meu corpo cansado, sediado de ti
Carenciado do teu toque sedoso
Chama-te
Pede-te que o envolvas no teu
Nossos corpos unem-se
Momento mágico de alegria e tristeza
Alegria de te poder ter
Tristeza de sentir a pressa que o tempo tem em nos separar
Desejamos saciar-nos por completo
Mas é algo impossível
Pois a vontade de nos entregar aumentará segundo a segundo
Não sabes de mim..
Penso em ti…
Mas porquê?
Não tens nada para me dar
Não me desejas, não me sentes, não me ouves…
Até parece que não sabes que existo
Sou para ti um dos muitos seres humanos que habita a terra indiferentes à tua presença
Deixa-me desejar-te, sentir-te, ouvir-te…
É tudo o que te peço
Apenas amar-te
Não quero que me ames sem amor
Não quero que me desejes sem desejo
Não quero que me sintas sem sentir nem que me ouças sem me ouvir
Toda a tua indiferença me dói
Sinto-me pequena
Sou alguém que existe sem ter presença, alguém sem sentido
Alguém que te ama sem esperar algo em troca
Resumida à minha pequena insignificância continuo a caminhar na estrada da solidão incerta, certa da incerteza do teu amor
Mas porquê?
Não tens nada para me dar
Não me desejas, não me sentes, não me ouves…
Até parece que não sabes que existo
Sou para ti um dos muitos seres humanos que habita a terra indiferentes à tua presença
Deixa-me desejar-te, sentir-te, ouvir-te…
É tudo o que te peço
Apenas amar-te
Não quero que me ames sem amor
Não quero que me desejes sem desejo
Não quero que me sintas sem sentir nem que me ouças sem me ouvir
Toda a tua indiferença me dói
Sinto-me pequena
Sou alguém que existe sem ter presença, alguém sem sentido
Alguém que te ama sem esperar algo em troca
Resumida à minha pequena insignificância continuo a caminhar na estrada da solidão incerta, certa da incerteza do teu amor
sábado, 19 de janeiro de 2008
O "teu" dia
Receio o dia e imagino o momento, espero por tudo e por nada, recebo mais do que pensava e dou menos do que gostava. Sentimentos retidos por olhares alheios, a expressão da nossa vontade espreita pelos nossos sorrisos e a alegria de nos podermos tocar espelha-se no olhar. Perguntas sem sentido fazem-nos aproximar, levam-nos a troca de cumplicidades e de verdades disfarçadas. Presa em ti, sigo os teus passos, a ausência da tua presença deixa-me insegura e procuro um porto seguro mas longe de o ter, revivo os segundos a teu lado. Perdida sinto-te por perto, respiro fundo, sorrio e a confiança volta a mim. As horas passam sem permissão e roubam-nos oportunidades de nos darmos mais um pouco. Sinto que a imensidão dos minutos passados são escassos, cheios de memórias intensas e saborosas, permitem-me, apenas, guardar com muita saudade, o pouco do que me conseguiste dar e o muito do que te consegui oferecer. De regresso ao dia a dia monótono, forçada pela obrigação, deixo-me levar, sem um olhar, sem uma palavra, sem um esboço de vontade… Sei que o que agora é passado, jamais voltará a ser presente, e o único presente que tenho é a incerteza de te voltar a ver e a certeza de que nunca te vou esquecer.
Sem controlo...
Sem controlo sobre mim invades-me a mente, apesar de me punir por isso, não quero que me deixes vazia. Num impulso temo o risco de sonhar, procuro o medo para me afastar mas o querer a tua presença existe. Sobressalta o teu sorriso, derrama o meu olhar, um calafrio apodera-se do meu corpo na vontade de te admirar. Estou ao teu lado mas a sensação de estares longe permanece por não poder silenciar o desejo de te tocar, envergonhada disperso a atenção sem qualquer percepção do que vejo, o sentido está apenas em ti, quero saborear todos os segundos levados pelo tempo. Sinto o tempo a fugir e a angústia de nos despedirmos em breve traz-me á realidade.
Vontades impostas
Apaixono-me por ti, não sei porquê, mas sei que um sentimento perturbador invade o meu corpo e não me permite distanciar de ti. Lembro-me de ti em segundos pelos semelhantes elementos que te vincam em mim. Recuso a ideia de conseguires manobrar a mente, sei que não o queres e nem permitirias tal facto. Será que somos livres? Ou somos prisioneiros das nossas escolhas? Reprimidos pelas leis da sociedade não conseguimos seguir a nossa vontade, condicionados pelos sentimentos dos outros, limitamos a nossa felicidade, temos que permitir o abafar do nosso querer e continuar pensando como seria se tudo fosse diferente.
Sem certezas...
Quando anoitece e tudo parece esconder-se, procuro em ti a vontade de lutar contra os meus preconceitos! Apaixono-me por um alguém, sem rumo delimito o desejo, sem querer aprecio o prazer, sem olhar permito-me rejeitar o que me confunde… Vagueio nas ilusões entrelaçadas na razão, espreito pelos sonhos e elimino caminhos dispersos. Traços difusos criam o momento, realçam sentimentos e nebulizam memórias, escurecem tormentos. Rasgos de luz iluminam-me colorindo o presente e descobrindo as incertezas que se seguirão…
Memórias
Ás vezes surpreendemo-nos com coisas banais, que na hora a seguir revelam ser apenas um momento do passado, já sem imagem lúcida, banhado de um sentimento já gasto... Ao procurar memorias empoeiradas, recorda-se os segundos que construíram mais um pedaço de nós! Não queremos esquecer nada do que se viveu, apenas o que nos magoou, mas esquecemo-nos que isso também nos constrói e teremos que olhar para tal como mais uma lição que nos estremece e que nos faz acordar perante as coisas que pensamos ser estandardizadas.
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