
Sinto um vazio inundado de saudades e uma brisa abraça-me e sussurra “ eu amo-te!”. É assim que me dás as boas noites todos os dias. Perco-me nos porquês, desencontro-me com a mentira e na verdade tenho que me reencontrar. Quero dizer que sim, que estás aqui, que me vês, ouves e sentes, que me guias e proteges como sempre o fizeste mas o que me leva a dizer que sim num momento, noutro faz-me duvidar. A única certeza que tenho é que, sinto a falta da tua alegria, do teu sorriso… simplesmente de ti! As mensagens que me enchiam o telemóvel de pedidos e de grandes conquistas sonhadas, os telefonemas inesperados de urgência em mim, as tardes a matar as saudades das ausências forçadas pela obrigação, tudo ficou em mim, não permito que sejam levados assim como te levaram. Quantas vezes me pergunto, se algum dia nos voltaremos a ver, e quando será esse dia. Se a vida é curta, como dizem, brevemente nos encontraremos. É assim que vou vivendo, a passo e passo sobre as dúvidas, construo ideais que mais me convêm e permaneço adormecida numa verdade de que preciso. A mágoa amarga do adeus que não foi dito, das palavras que ficaram no olhar e dos sentimentos silenciados pelo medo, permanece e insiste lembrar-me das oportunidades perdidas. Ainda tenho o teu riso no ouvido, sorrio e num segundo volto ao passado, doces momentos consigo reviver, mas a realidade não muda, está tudo tão frio, está tudo tão cheio de nada. Tenho que me permitir seguir em frente. Presa a ti, eu sei que vou permanecer, mas, agora sem ti, preciso de sobreviver. Só te quero pedir… Vive comigo!!!
P.S. I will always love you
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