quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Acordares



Procuro os porquês da razão do presente que me acorda dia após dia. Sem respostas, sonho, disfarço a tristeza e visto a pele da felicidade. Corro no tempo, tropeço em precipitações e caiu em desilusões. Numa espera agoniante que sufoca todos os quereres, o afinco das certezas permanecem dispersas no desespero sobressaltado pelo imprevisto. Uma esperança sem cor, manchada de negro pelo sentir ensurdecedor de um nada que me abranda, com noções insípidas de um vai e vem sem volta. Insignificantes tons de toques suavemente carinhosos, transcendem os limites cruelmente impostos pela força de um nunca temporal implorado por confusos e nervosos “ não sei”, e banham-me num embalar doce de um tempo apetecido. O desejo reflectido no espelho pálido do teu silêncio embrulhado em inquietantes fugas do desconhecido saber, dedica um agora passado não menos vincado, sendo apenas um restolho perturbante o que guardo de ti. Neste amor odiado pelo sentido, semeio sentidos contrários de destinos incertos, onde me encontro perdida numa perda despercebida e reencontro trilhos ferrugentos, gastos pelos ventos de um ontem muito presente.
Num devaneio entreaberto, escapa um rasto do ser e esvoaça teimosias latentes de ansiados pareceres. Recorro ao faz de conta de contos sem fantasia, de um real evidenciado do qual fujo incoerentemente por coerentes vontades. Peço um não conciso e claro, desse obscuro e disperso pensar, de quem vagueia pela incompreensão do que te assusta.